terapias complementares

Terapias complementares ou alternativas funcionam em animais não-humanos?

Para tal pergunta, inicio esse artigo com uma conclusão: se acredita ser bom para seres humanos, provavelmente também será para animais não-humanos! Claro que é imprescindível informar-se, procurar um profissional sério e então, caso resolva experimentar, comprometer-se! E aqui cabe uma breve reflexão, porque nenhuma terapia, convencional ou alternativa, terá resultado positivo se não houver comprometimento!

Convencional, alternativa, complementar... o que querem dizer? Primeiramente, uma terapia convencional é aquela praticada como rege a medicina ortodoxa (baseada em comprovações científicas, tradicionais e mais rigorosas). “Complementar” significa que terapias (como a acupuntura, a meditação, a aromaterapia, a cromoterapia, o reiki, etc) são utilizadas conjuntamente às convencionais (medicamentosa e/ou cirúrgica). A rigor, o termo “alternativa” significaria que a prática (como a fitoterapia, a homeopatia, etc) é utilizada no lugar da medicina convencional, quando, na verdade, pode não ser substitutiva, mas sim, igualmente complementar.

Para a saúde humana, muito se discute sobre a efetividade das terapias não convencionais, mas o fato é que, em maior ou menor escala, são cada vez mais indicadas e aceitas (inclusive no Brasil, onde a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares está presente no Sistema Único de Saúde, desde o ano 2006).

Percebeu que, outro termo entrou em cena? “Integrativa” – esse significa que a prática combina o convencional com métodos complementares e/ou alternativos, para os quais há alguma evidência científica quanto à segurança e efetividade. Agora, se para a medicina é muitíssimo complicada a comprovação científica de tais práticas integrativas, imagine só para a medicina veterinária...

Entenda que definições como estas apresentadas, podem até causar um certo furor no senso comum, que inclui leigos e os próprios profissionais e, por isso mesmo, podem confundir aqueles que buscam informações. Estas, por sua vez, precisam ser propagadas com imparcialidade, ou seja, informar é trazer à luz determinado conhecimento; cada terapeuta “defende o seu”, sem denegrir a terapia praticada pelo outro.  

O que realmente importa é que há convicção de que as práticas integrativas contribuem sobremaneira no equilíbrio físico e emocional do paciente! E isso também vale para os animais não-humanos: eles não se manifestarão com palavras, e sim com a amenização de determinados sintomas!

Portanto, mesmo que as opiniões sejam divergentes (funcionam ou não funcionam), pense em como as “alternativas” poderiam promover mais conforto e bem-estar ao animal e assim, por que não integrá-las às terapias convencionais?

Texto: Dra. Yandra Cassia Lobato do Prado
Médica Veterinária
Doutora em Ciência Animal